No início do século XXI, a família Moniz Mascarenhas Gaivão empreendeu um profundo e cuidadoso processo de restauro da Casa da Azenha, movida pelo compromisso de preservar não apenas a arquitetura do solar setecentista, mas também a sua alma: o mobiliário antigo, o jardim romântico e a atmosfera intacta de uma quinta duriense tradicional.
Este restauro foi pensado como uma responsabilidade histórica. Cada parede, cada pavimento em pedra, cada peça de madeira foi, sempre que possível, recuperada com respeito absoluto pelas técnicas tradicionais e pelos materiais originais. Mais do que restaurar uma casa, tratou-se de restituir-lhe a dignidade acumulada ao longo de séculos de vivência familiar.
O jardim romântico, com os seus percursos, sombras e enquadramentos sobre as vinhas, foi igualmente objeto de especial atenção, preservando a composição paisagística que caracteriza a propriedade desde finais do século XIX.
Também o mobiliário antigo foi cuidadosamente restaurado, permitindo que os hóspedes entrem numa casa que mantém o conforto atual sem renunciar ao carácter autêntico da sua história.
A Casa da Azenha distingue-se pela sua identidade preservada, refletida nos detalhes e na coerência estética que atravessa toda a propriedade. Aqui, nada é cenográfico, tudo é genuíno.